GERAÇÃO AUSENTE: CADÊ TODO MUNDO?

GERAÇÃO AUSENTE: CADÊ TODO MUNDO?

Nem todas as pessoas vivem no aqui e no agora; a maioria vive mais dentro do mundo virtual do que na própria vida real. E para onde vão nesses instante de navegação? Além disso, o que fazem diariamente em seus aparelhos eletrônicos?

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Essa geração tecnológica está formando indivíduos ausentes (cadê as emoções?) em que muitos, na frente de seus aparelhos eletrônicos se distraem com as últimas novidades compartilhadas. À medida que a internet se torna mais veloz vai exigindo da outra pessoa a mesma velocidade. Não só, basta um clique e um enter para que os olhos não enxerguem mais nada. Visto que é o tempo em que imediatismo nem é percebido pelas pessoas apegadas à tecnologia, pois elas estão se “onlanizando” cada vez mais. E com o surgimento de mais dispositivos e assessórios, e vida real vai ficando para trás. Além disso, depois de um churrasco com os amigos, as falas são as seguintes:

– Depois nos falamos pelo Facebook

– Qualquer coisa me mande um Whatsapp

– Se der, mais tarde eu posto no Twitter

– Depois eu coloco nossas fotos no Instagram.

– Entra no Google + mais tarde pra eu te mostrar a última do meu blog

E isso faz com as pessoas se tornem escravas desses aplicativos, e que dão uma sensação de prazer momentânea, pois depois, os usuários estão sedentos por novidades ( às vezes, dá taquicardia quando não encontram coisas novas) e aquelas fotos do churrasco já foram esquecidas e quase tudo vivido pessoalmente naquele final de semana será só comentado pela internet, se for lembrado.

Penso que o serviço desses aplicativos facilita a vida quando o assunto nos convém, mas demasiado acaba nos deixando com menos tempo ( comendo o tempo que não temos) já que temos que dividir às 24h para trabalhar, estudar, ficar com a família e dormir (visto que o tempo gasto na internet é maior do que gasto com essas quatro opções citadas e obrigatórias para a maioria). E o tempo passa, quando nos damos conta ( e se damos) o dia passou. Querendo ou não, se não cuidar vicia.

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Não há mais o plantar, o semear e o colher, está difícil de ver alguém amar os processos da vida como antigamente. As relações vão se perdendo à proporção que, a confinação às redes sociais aumentam chegando a um ponto de ninguém mais se conhecer de verdade e de saber o que está acontecendo ao seu redor. Visto que pessoalmente as coisas parecem ser diferentes, não há mais tanto assunto quanto no mundo virtual. Pois, a cada postagem, em segundos, há milhares de curtidas, comentários e compartilhamentos que nos deixa, por vezes, em estado de estátua, onde só os olhos se movem e a rapidez dos dedos. É um universo intangível e desenfreado, que parece que tende a ser incessante, já que a procura é muito grande nos últimos anos.

Não existe autoconhecimento sem conhecimento das emoções. O que é estar em um celular conversando com a pessoa que você gosta e estar de verdade ao lado dela? Será que não queremos nos encontrar de verdade e por isso ficamos fadados a nos confinar atrás de um computador? É uma busca frenética para atender os desejos, uma separação da própria natureza. Há muitos compromissos sem compromisso algum, do qual, por vezes, esse tipo de distração atrapalha muito. Como exemplo, estudar para uma prova com um amigo online chamando toda agora e se a pessoa não consegue se desvencilhar daquilo que distrai, não consegue alcançar seu objetivo de tirar uma nota boa. A curiosidade de saber o que está acontecendo é indomável.

Essa manifestação de apego tecnológico é como estar em um lugar e não estar. Às vezes, até fugimos da pessoa que somos. Nos separamos da nossa natureza e ficamos a mercê da demanda do ego. Dessa aventura e facilidade de conhecer o mundo através de uma tela. Às vezes, estamos em uma festa e lá a maioria estão com seus celulares batendo foto de si e dos outros e postando nas redes sociais; até conversando no Whatsapp e esquecendo que está em um local cheio de gente, dando atenção para quem está distante e não quem está perto.

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O que fazemos com nosso tempo tão precioso? Na era da tecnologia formamos grupos imediatista e robotizados e somos todos culpados por isso. E para alguns, a vida se torna vazia num sentido contrário, fazendo que com a pessoa se torne coadjuvante da própria história.

Até quando a tecnologia vai ocupar nosso tempo? Será que, o convívio social vai um dia acabar e passar a ser movido por aparelhos eletrônicos, sem que as pessoas se vejam mais? Pois o mundoonline se apresenta com muitas seduções às pessoas que vivem na correria do dia a dia, e para facilitar que elas nem saiam mais de casa. Ainda, a tela do celular já apresenta uma centena de aplicativos, e até verificar cada um, já passou cem anos.

Será que no fim de nossas vidas ficaremos assim?

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Eu nunca pretendi e não pretendo largar as minhas conversas calorosas e gostosas com meus amigos, familiares, colegas… Pessoalmente, e nem deixar de visitar ninguém só porque meu celular é um meio de comunicação rápido e eficaz. Pois, para mim, o toque e o olhar ainda são importantes para que haja mais troca de energia e formação criativa de personalidades em relação às pessoas, é algo que já não se vê com tanta frequência. Mas, tenho esperanças que alguns se desapeguem.

 

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