E agora (Flavia C da Silva)

E agora (Flavia C da Silva)

O céu está preto e azul,
O azul se torna vermelho,
Está silencioso nas ruas agora,
Mas gritos estão na sua cabeça.

Eu sou uma tola,
Eu tenho as minhas dúvidas,
Dizem que não há dor,
Não importa o quanto…

Diga-me…
Por que as palavras sangram por nada?
É difícil respirar quando se está por conta própria.
Alguns se matam por liberdade,
E você se mata por qualquer coisa.

Então tranque todas as portas,
Ponha cadeado nelas.
Tente encontrar aquela rua agora,
O silêncio está na sua cabeça.

O passado está com o tempo,
Partindo todos os relógios.
Eles estão no fim,
Eles estão no começo,
Culpe-me pelas rosas,
Culpe-me por elas serem vermelhas,
Fuja quando não há tempo,
Fuja quando não tiver fôlego.

E agora você está sangrando por nada.
É difícil respirar quando se está por conta própria.
Alguns se matam por liberdade,
E você se mata por qualquer coisa.

Diga adeus,
Ao dia e a noite,
Siga direto por aquela parede.
Todo mundo precisa de alguém,
Para os problemas,
Para as preocupações,
Os problemas que estão no caminho.

Por que as palavras sangram por nada?
É difícil respirar quando se está por conta própria.
Alguns se matam por liberdade,
E você se mata por qualquer coisa.

E agora você está sangrando por nada.
É difícil respirar quando se está por conta própria.
Alguns se matam por liberdade,
E você se mata por qualquer coisa.

E agora?
E agora?
Agora!

Licença Creative Commons
O trabalho E agora de Flavia C. da Silva está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-SemDerivações 4.0 Internacional.

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Autor: fcrissilva

"Eu sou o tudo. Eu sou o Nada. Sou os livros que li, os momentos que passei, eu sou os brinquedos que brinquei, e os amigos que conquistei. Sou o amor que dei, e os amores que tive, as viagens que fiz, e os esportes que pratiquei. Sou minha matéria preferida, minha comida predileta, essa sou eu...eu mesma, será que vais entender? Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objetivos alcançados. Eu sou o meu interior, mas tambem meu exterior. Sou um conjuntos de fatores que você não pode entender. Sou a saudade, os abraços que já dei, eu sou o passado, mas também o presente e o futuro, sou os meus atos. Sou o perfeito, Mas também sou o imperfeito. Sou o contraste e a contradição. Sou a complexidade do mundo. SOU O QUE NINGUEM VÊ."

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