A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS OU SOMOS ESCOLHIDOS?

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS OU SOMOS ESCOLHIDOS?

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Somos constantemente forçados a contestar algumas escolhas em prol de outras. Na vida, parece que não podemos ter tudo. Que fenômeno é esse que nos faz esculpir nossos atalhos, para que possamos assumir escolhas que não sabemos ao certo onde nos levarão?

Livre-arbítrio. Me dirão. Nós possuímos o poder das escolhas, mas parece que certas ocasiões nos escolhem. Aquela casualidade que pode ser causalidade, cuja causa porém não sabemos exatamente determinar. Aquela viagem que você sonhava tanto e quando decide-se a fechar o pacote, o mesmo encontra-se esgotado.

Qual será exatamente o determinante de nossas escolhas além de nós mesmos? Será justo reclamarmos de algo quando somos nós que contribuímos de alguma forma para que aquilo acontecesse?

Existe um ditado popular que diz assim: “Quem escolhe muito acaba escolhido.”

Será? Escolher demais um emprego, um namorado, ou uma profissão resultará necessariamente paralisar nosso poder de decisão? Talvez não escolher, ou ” viver em cima do muro” como popularmente se diz pode acarretar em consequências que não queremos, e dado isso cedo ou tarde num dado momento, somos chamados a escolher.

Não se pode ter tudo. Ou se tem o tempo livre em casa, ou o dinheiro advindo do trabalho. Podemos ter tempo, mas não dinheiro. Dinheiro, mas não tempo.

Essas equações nos fazem assimilar como toda escolha tem um peso e uma medida. O Universo é gerido dessa forma. Temos o que ofertamos aos outros e o que moldamos para nós. Nem mais, nem menos.

Nas coisas ínfimas somos chamados a dar o testemunho das nossas escolhas e a partir daí, as consequências delas. Aprendemos com nossos erros caso as escolhas tenham sido erradas, repetimos as escolhas certas através da boa experiência que tivemos com elas e assim exercitamos o livre-arbítrio.

O que seria de nós se a responsabilidade fosse alocada fora da nossa vontade? Seríamos tudo, menos seres racionais. A capacidade das escolhas é o que nos eleva acima dos animais e nos diferencia no tocante a trajetória individual.

Não podemos determinar certas circunstâncias da vida, como nascimento, doença e morte. Ninguém pode escolher onde nascer, onde morrer ou como morrer. Mas podemos escolher como lidar no meio onde nascemos, como lidar com o sentimento de que um dia morreremos.

Se recapitularmos toda nossa experiência de vida até o momento, veremos que somos resultados absolutos de nossas escolhas. Ninguém pode escolher por nós, ninguém pode interferir por nós. Escolher é um direito. E quando fazemos determinada escolha, outra inevitavelmente fica para trás. Para isso, não deve caber ressentimentos ou o sentimento do “E se eu tivesse feito outra escolha?”

Bem, só sabemos do que experienciamos e o que nos motiva a escolher “esse” e não “aquele” e vice-versa.

E eu desejo de coração que possamos ao olhar para trás, suspirar e dizer sem pejos:

“- A vida que eu escolhi, foi a vida que me escolheu.”

 

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