STOP BULLYING

STOP BULLYING

Enquanto a sociedade instigar a que entremos na fila e sejamos todos iguais, enquanto os que são diferentes ainda tiverem que dissimular essa diferença, vamos continuar a ouvir historias de bullying.

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Parece que o bullying voltou a estar na moda, o assédio moral e físico, juntamente com a intimidação e a falta de respeito pelo próximo. Associar este conceito ao conceito de moda, é ofensivo e enche-me as tripas de cólera, mas lamentavelmente os jornais voltam a estar cheios destas tristes noticias.

Há 20 anos atrás, na minha escola como em tantas outras, existia bullying; ou porque eras branco, ou porque eras negro, ou porque eras gordo, ou porque usavas óculos, ou por qualquer outro motivo que lhes parecesse bem, às cruéis crianças que sem piedade, metiam-se com os outros até lhes conseguirem arrancar lágrimas dos olhos e causar tristezas no coração.

A ideia de que se pode fazer mal e ficar impune é algo que muitas vezes é alimentado pelos pais, mas também por esta sociedade que estraga as nossas crianças com injeções de consumismo e futilidades, estimulando invejas e personalidades egocêntricas e egoístas.

Nunca consegui compreender que prazer se pode ter ao magoar alguém, destacar a sua fragilidade ou debochar de características implícitas em cada um de nós. O facto de sermos todos diferentes é o que nos faz únicos e especiais, é o que causa o equilíbrio nas comunidades e permite que nos respeitemos e entendamos as escolhas de cada um.

O bullying tem dois lados, o lado de quem faz a agressão e o outro lado, o da pessoa considerada inferior ou diferente. Não é possível desculpar ou entender a perspectiva do abusador, mas muitas vezes também é difícil aceitar a passividade de quem sofre insultos ou ataques constantes e diários.

Pergunto-me que papel têm os pais nestas situações, que devem não só educar os filhos para que respeitem as diferenças e tratem todos como iguais, mas ensina-los também que em caso de sofrerem uma agressão devem sempre defender-se.

A defesa, nestes casos, é sem dúvida a única solução, deve-se combater a apatia e a depressão e principalmente o medo da reprovação social. Há que denunciar qualquer situação de desrespeito e agressividade aos pais e professores, sem temer a exclusão social.

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Ouvi recentemente uma teoria absurda, de que um bocadinho de bullying quando somos pequenos não faz mal; já que nos prepara para a vida, para este mundo que nos mastiga e nos engole se não tivermos cuidado. Não estou nada de acordo, ninguém nasceu para sofrer, um bocadinho de bullying faz mal, e muito!!

Uma criança ou adolescente ainda não tem a personalidade formada, é inseguro e a autoestima está em constante desenvolvimento. Nem todos reagem da mesma forma e o que para uns é uma forte gargalhada, para outros é um eterno trauma.

A sociedade ensina-nos desde pequenos que o mais forte é quem ganha, mas nem sempre é assim; quem ganha é o mais inteligente, o mais humano, o mais honesto. Quando crescemos e nos tornamos adultos, não importa se fomos o mais popular da escola ou o mais bonito e cobiçado. Importa sim, os valores que temos como pessoas e o lugar que alcançamos entre os nossos amigos, familiares e na nossa comunidade.

 

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