MENOS É MAIS

MENOS É MAIS

Nosso estilo de vida, modelo de celular, a roupa que vestimos e até a banda que gostamos de ouvir têm influência da escola Bauhaus, I Guerra Mundial, e artistas que viveram no início do século passado e que influenciam nossa forma de pensar e viver até os dias atuais.

Gropius, pai da Bauhaus, um dos pensadores mais importantes do século 20:

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I Guerra esmagou a Alemanha. A miséria, as doenças e as revoltas fizeram as pessoas repensarem seus valores existenciais. As mulheres dessa época, que lutavam pelo direito de votar, deixaram o espartilho para usar o sutiã criado por Mary Phelps, sem saber que ele seria queimado na década de 70 por suas filhas e netas – lutando por mais liberdade, claro. A enigmática (e simpatizante do nazismo?) Coco Chanel, que criava chapéus exóticos antes da Guerra, introduziu na moda o jérsei (malha), que não amassa (obrigada meu Deus!). O nome Chanel aparece pela primeira vez em 1915, quando ela desenhou três modelos de tailleurs – o terninho que não sai de moda entre as mulheres de negócios.

A Arquitetura Modernista Brasileira:

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Com o fim da Primeira Guerra Mundial, veio uma nova era de estilos arquitetônicos e maneiras de produzir bens de consumo. Estilo que se expressa em suas linhas e espaços funcionais, no plano piloto da cidade de Brasília e na arquitetura modernista brasileira. Estilo, que ainda hoje, está presente na música que você ouve, nas formas geométricas, cores, cadência e ritmo que influenciaram os videoclipes e a identidade da banda Franz Ferdinand.

Bauhaus surgiu como uma das maiores influências e expressões do design Moderno – a busca por formas e linhas simplificadas definidas pela função do objeto em um visual “clean”. Essa influência está nos produtos da Apple. No livro “Inovação: a arte de Steve Jobs”, o autor, Carmine Gallo, fala sobre os princípios que guiaram o trabalho de Jobs. Seus produtos foram tecnologicamente inovadores, mas seu design (“Diga não para mil coisas – simplicidade”) seguiu basicamente o princípio da Escola Bauhaus: menos é mais – procurando uma maior integração entre a produção e o desenvolvimento da tecnologia aliada às artes, se sustentando na ideia de que “a forma segue a função”. A respeito do livro: “Jobs acredita que o design não é apenas aparência: ele integra e diz respeito ao próprio funcionamento das coisas. Em outros termos, design é função.”

Steve Jobs, o gênio visionário:

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Inclusive nós todos somos um produto Bauhaus. Mesmo que tenha sido fechada pelos nazistas, tudo o que foi estudado, criado e produzido na Escola Bauhaus influenciou a estética moderna e funcionalista. O trabalho do designer, a aplicação de todas as escalas humanas (sociais, culturais, antropológicas, estéticas) e o que é ensinado nas escolas de design até hoje – utilizam as leis da gestalt no estudo da interação do objeto com o usuário. Tudo o que somos hoje e o estilo de vida que seguimos, é reflexo da história.

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