SOBRE A RELATIVIDADE DO TEMPO…

SOBRE A RELATIVIDADE DO TEMPO…

Se existe algo que realmente pode nos fazer falta nos dias atuais, este algo se chama tempo e traz consigo sempre um peso que simboliza nossa total falta de liberdade para utilizá-lo.

A vida que levamos é sempre relativizada pelo uso do tempo. O tempo presente nunca é visto como algo realmente aproveitável, pois é comum nos voltarmos com saudosismo ou amargura para o passado e para o futuro com rompantes de ansiedade.

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Levantei-me saudosista hoje. Depois de alguns dias de férias, tive que retornar à rotina massacrante que atinge a maioria dos batedores de cartão. Tomando meu café olhando para o horizonte, lembrei-me dos poucos, mas proveitosos dias de folga que tive com relativo aperto no peito.

As mesmas oito horas diárias que passo trabalhando não equivalem às mesmas oito que passei aproveitando meus dias como bem me conviesse. Aproveitar aqui não significa necessariamente sair, beber, cair ou quaisquer outras situações de extrema euforia.

O que quero dizer é que até mesmo a hora de levantar ditada pelo despertador pode nos podar e determinar o quão presos somos às obrigações do nosso cotidiano. Os nossos comprometimentos diários faz com que deixemos de lado uma coisa que simplesmente não podemos recuperar, o tempo.

O tempo para si, o tempo para fazer o que se quer mesmo, ou não se fazer nada, pois também é nosso direito não fazer. E este tempo tem se mostrado cada vez mais raro, até porque somos impelidos a acreditar que bem aproveita o tempo quem o enche de inúmeras atividades para realizar mostrando-se útil para si e para a sociedade. Não, necessariamente.

Bem aproveita o tempo quem o usa de forma coesa, quem se permite momentos de pura contemplação sem objetivo algum. Bem aproveita o tempo quem não se vê empurrado a fazer coisas sem sentido ou desnecessárias apenas para “participar”. Bem aproveita o tempo quem pode olhar com saudade o que passou, mas com alguma esperança para o futuro, afinal, se existe algo que não podemos interferir é que o tempo passa, feliz ou infelizmente… o tempo sempre passa.

 

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Autor: fcrissilva

"Eu sou o tudo. Eu sou o Nada. Sou os livros que li, os momentos que passei, eu sou os brinquedos que brinquei, e os amigos que conquistei. Sou o amor que dei, e os amores que tive, as viagens que fiz, e os esportes que pratiquei. Sou minha matéria preferida, minha comida predileta, essa sou eu...eu mesma, será que vais entender? Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objetivos alcançados. Eu sou o meu interior, mas tambem meu exterior. Sou um conjuntos de fatores que você não pode entender. Sou a saudade, os abraços que já dei, eu sou o passado, mas também o presente e o futuro, sou os meus atos. Sou o perfeito, Mas também sou o imperfeito. Sou o contraste e a contradição. Sou a complexidade do mundo. SOU O QUE NINGUEM VÊ."

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