Bola de canhão (Flavia C da Silva)

Bola de canhão (Flavia C da Silva)

Ainda há um pouco do seu gosto,
Em minha boca.
Ainda existe um pouco de você,
Atado com minhas dúvidas.
Ainda é um pouco difícil dizer:
‘O que aconteceu? ’

Ainda há um pouco do seu fantasma,
Rondando o meu quarto.
Ainda existe um pouco do seu rosto,
Que eu ainda não beijei.
E a cada passo que dou,
Eu não consigo dizer
‘O que aconteceu? ’

As pedras me ensinaram a voar.
O amor me ensinou a mentir.
A vida me ensinou a morrer.
Por isso não é difícil cair,
Quando você flutua como uma bola de canhão.

Ainda há um pouco da sua música,
Em meus ouvidos.
Ainda existem palavras,
Que eu gostaria de ouvir.
E cada passo que você se aproxima de mim,
E mais perto eu não consigo enxergar,
O que aconteceu.

As pedras me ensinaram a voar.
O amor me ensinou a mentir.
Então, vamos coragem!
Ensina-me a ser tímida.
Por que não é difícil cair,
Quando você sabe que não sabe de nada.

As pedras me ensinaram a voar.
O amor me ensinou a mentir.
Então, vamos coragem!
Ensina-me a ser tímida.
Por que não é difícil cair,
Quando você flutua como uma bola de canhão.

As pedras me ensinaram a voar.
O amor me ensinou a chorar.
Então, vamos coragem!
Ensina-me a ser tímida.
Por que não é difícil cair,
Eu não quero te assustar,
Não é difícil cair,
Eu não quero perder,
Não é difícil cair,
Quando você flutua como uma bola de canhão.

Licença Creative Commons
Bola de canhão de Flavia C. da Silva está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-SemDerivações 4.0 Internacional.

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Autor: fcrissilva

"Eu sou o tudo. Eu sou o Nada. Sou os livros que li, os momentos que passei, eu sou os brinquedos que brinquei, e os amigos que conquistei. Sou o amor que dei, e os amores que tive, as viagens que fiz, e os esportes que pratiquei. Sou minha matéria preferida, minha comida predileta, essa sou eu...eu mesma, será que vais entender? Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objetivos alcançados. Eu sou o meu interior, mas tambem meu exterior. Sou um conjuntos de fatores que você não pode entender. Sou a saudade, os abraços que já dei, eu sou o passado, mas também o presente e o futuro, sou os meus atos. Sou o perfeito, Mas também sou o imperfeito. Sou o contraste e a contradição. Sou a complexidade do mundo. SOU O QUE NINGUEM VÊ."

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