MIL ANOS A DEZ OU DEZ ANOS A MIL?

MIL ANOS A DEZ OU DEZ ANOS A MIL?

 Viver.jpg

Imaginem se nos fosse dado um curto tempo para fazermos absolutamente tudo que quiséssemos. O que faríamos e o que nos tornaríamos?

Esses dias me assomou uma ideia, talvez um tanto quanto estapafúrdia. Se nos fosse dado um prazo para fazermos indiscriminadamente tudo que quiséssemos, quais seriam nossas reais prioridades? Mudaríamos muitas coisas das quais vivenciamos diariamente? Quais hábitos, rotinas jogaríamos para o alto em prol de outras vivências? Vez ou outra, ao assistir documentários sobre astros de cinema ou do rock por exemplo, sinto despertar em mim, lenta e repetidamente o pensamento de que uma vida escandalosa e bem vivida é mais interessante do que uma vida pacata e medíocre.

Acredito que influenciamos e somos influenciáveis. Seja no modo de vestir-se, portar-se, enfim, a maneira como nos comunicamos com o mundo externo diz muito do que somos. Viver loucamente pode ser uma maneira de subtrair-se de questões internas como traumas adquiridos ao longo da vida, responsabilidades que nos inculcam e questões variadas. Estamos para o sentido de viver perigosamente, assim como o álcool e as drogas estão para a fuga dos problemas cotidianos. Mas ainda assim, infantilmente, não consigo subtrair o leve sorriso que me vem quando ao ler ou assistir biografias de importantes personalidades, me deparo com uma vida anárquica, louca, cheias de criações e ideias.

Mais vale ser feliz do que ter razão, já dizia o ditado. Viver uma vida solta, instintiva, pode ser fatalmente perigosa, mas altamente compensadora. Pessoalmente, primo pelo equilíbrio. Nem mil anos à dez e nem dez anos a mil. Artisticamente, pessoas que acreditam em seus ideais, que vencem o preconceito, a hipocrisia, que fazem o que querem, custe o que custar, doa a quem doer, parecem luzir mais. Paga-se um alto preço por pertencer-se a si mesmo em um mundo onde somos criados para agir roboticamente, iguais uns aos outros.

Sentir o coração pulsar sempre, seja nas escolhas profissionais, emocionais, aventurar-se saudavelmente, ser intenso, não apenas no vocabulário, mas nas experiências da vida, tudo isso constrói a valorização de todas as possibilidades de conhecer, conquistar, desenvolver.

Mil anos à dez ou dez anos a mil? Finalmente, eu diria, dez mil anos a dez mil! Felicidade, realização, prosperidade, devem ser objetivos constantes a serem conquistados. Afinal de contas, pessoas apaixonadas pela vida costumam possuir um brilho diferente nos olhos. Alguma recompensa há de ter.

 

Anúncios

Autor: fcrissilva

"Eu sou o tudo. Eu sou o Nada. Sou os livros que li, os momentos que passei, eu sou os brinquedos que brinquei, e os amigos que conquistei. Sou o amor que dei, e os amores que tive, as viagens que fiz, e os esportes que pratiquei. Sou minha matéria preferida, minha comida predileta, essa sou eu...eu mesma, será que vais entender? Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objetivos alcançados. Eu sou o meu interior, mas tambem meu exterior. Sou um conjuntos de fatores que você não pode entender. Sou a saudade, os abraços que já dei, eu sou o passado, mas também o presente e o futuro, sou os meus atos. Sou o perfeito, Mas também sou o imperfeito. Sou o contraste e a contradição. Sou a complexidade do mundo. SOU O QUE NINGUEM VÊ."

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s