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VOCÊ É FELIZ NO TRABALHO?

VOCÊ É FELIZ NO TRABALHO?

O desrespeito no mercado de trabalho é desgastante. Somos obrigados (somos?) a viver uma dinâmica falsamente glamourizada, em que precisamos saber e fazer tudo. Se nos negarmos, somos ameaçados por uma fila de pessoas dispostas a trabalhar por menos. Um preço que, na verdade, não tem valor. E por que decidir largar essa vida gera tanto medo nos outros? Por que sair da zona de conforto causa tanto desconforto?

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Em uma sociedade workaholic, nos vendemos barato. Existem muitas pessoas talentosas e qualificadas que já não sabem para onde ir. Estão esperando serem reconhecidas e terem oportunidades. Vivemos emocionalmente envolvidos por nossos trabalhos. Uma relação de amor e ódio, entre tapas e beijos. “Não está tão bom assim, mas pelos menos eu tenho um emprego. Vou esperar mais um pouco, vai melhorar, não vou sair agora”. Como se fosse um relacionamento mesmo.

Acordamos pensando na papelada que aguarda em cima da mesa, tomamos café lendo notícias desanimadoras, enfrentamos aquela trânsito maluco respondendo alguns e-mails pelo celular, ficamos oito horas no escritório sabendo que vão rolar mais algumas horas extras, chegamos em casa ao fim do dia e o cérebro não desliga em uma eterna batalha interna.

Muitas vezes somos sujeitados a trabalhar em um ambiente pesado, com colegas que só sabem reclamar e que não pensam duas vezes se for preciso passar por cima de outro, com um chefe que não sabe reconhecer o trabalho dos funcionários ou um gestor que não entende sobre gestão de pessoas. E nós no meio disso tudo? Ficamos remoendo as mesmas queixas, lamentando e tentando concretizar, de grão em grão, aquele “basta”. E cadê a coragem de largar tudo?

Quem decide sair de um emprego fixo para se arriscar em projetos pessoais, aventurar-se mundo afora, na carreira dos sonhos ou para tirar um período sabático tem sua sanidade mental interrogada. Por outro lado, todos aqueles que ficam presos em suas vidas sempre iguais, acomodados, sem reconhecimento, cobiçam a coragem de quem decidiu tentar por outros caminhos.

Sim, porque largar o certo pelo duvidoso é uma questão de coragem, ainda mais em tempos de crise. Será que a crise não é, em parte, causada por um bando de pessoas infelizes no trabalho? Que não se importam com os colegas? Que querem sempre tirar vantagem? Que não buscam por novas ideias? Por pessoas que não dão mais bom dia para o marido, que não têm tempo de ir na academia, que não foram na apresentação do filho porque estavam em uma reunião.

Vale a pena viver para um trabalho que não te faz feliz? Que não te faz crescer? Você lembra qual foi a última vez que relaxou a cabeça no travesseiro com um sorriso no rosto?

E a sociedade está atenta para dizer que você deve fazer mais. Trabalhar mais, encontrar mais cursos para melhorar sua qualificação profissional, fazer mais contatos, ter mais vida social, se exercitar mais, viajar mais, ser mais e melhor em tudo. Mas talvez nós precisamos é de menos. Dar um passo para trás para poder dar dois para frente. Diminuir o ritmo e decidir mudar, mesmo que não seja uma escolha fácil.

 

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