AO ANO QUE SE INICIA

AO ANO QUE SE INICIA

Desejo que você não se depare com a morte, a não ser a morte dos medos, das mágoas, das amarguras. Desejo que morram de fome todos os seus preconceitos.

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Eu te desejo dias de sol, mas que também haja chuva, pois o choro das nuvens ajuda a lavar a alma.

Desejo a você muita alegria, mas para fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza. Vinícius sabia que na tristeza também há poesia.

Que você ame o seu trabalho, mas não se demore demais, sem que sobre tempo para estar com os seus. E que ganhe dinheiro, mas não o suficiente para empobrecer o espírito.

Desejo que você viva um grande amor, mas que também aprecie sua própria companhia, pois já dizia o profeta Gibran Kalil, no início do século passado: “Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vós estar sozinho, assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia”.

Desejo que você não se depare com a morte, a não ser a morte dos medos, das mágoas, das amarguras. Desejo que morram de fome todos os seus preconceitos.

Que a casa esteja cheia de fiéis amigos, ainda que poucos, pois a gente não faz amigos, reconhece-os. Vinícius, sempre Vinícius.

Desejo que você tenha prazeres, boa comida e bom vinho. Que durma pouco quando a festa estiver boa, que exagere vez por outra, mas respeite o corpo quando lhe pedir descanso.

Que você viaje. Seja pelo mundo ou pelos bairros da sua cidade, com os pés ou com a mente, viaje! Mas tenha sempre o aconchego de um abraço te esperando na volta pra casa.

Desejo que você seja ridículo quando tiver vontade e não tenha medo de sê-lo, pois a luta constante para ser o que os outros esperam é o que adoece a humanidade. Que você fale besteira quando quiser. E palavrão também, porra!

Que você faça planos, muitos planos, mas que não deixe de respirar o ar do hoje, pois a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios, meu Chaplin! É no momento presente, no instante em que você lê essas linhas, que mora Deus!

 

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Autor: fcrissilva

"Eu sou o tudo. Eu sou o Nada. Sou os livros que li, os momentos que passei, eu sou os brinquedos que brinquei, e os amigos que conquistei. Sou o amor que dei, e os amores que tive, as viagens que fiz, e os esportes que pratiquei. Sou minha matéria preferida, minha comida predileta, essa sou eu...eu mesma, será que vais entender? Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objetivos alcançados. Eu sou o meu interior, mas tambem meu exterior. Sou um conjuntos de fatores que você não pode entender. Sou a saudade, os abraços que já dei, eu sou o passado, mas também o presente e o futuro, sou os meus atos. Sou o perfeito, Mas também sou o imperfeito. Sou o contraste e a contradição. Sou a complexidade do mundo. SOU O QUE NINGUEM VÊ."

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