O REGRESSO – UM PASSO ATRÁS, DOIS PARA FRENTE

O REGRESSO – UM PASSO ATRÁS, DOIS PARA FRENTE

“O regresso” lida com emoções e sentimentos humanos mais básicos e instintos cruéis e primitivos, que fazem o espectador se despir ideologicamente frente a telona, e assim, “nu”, assistir apaixonado a quase 3 horas de filme

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O premiado “O regresso” do vaidoso Diretor Iñarritu, marcou os cinemas e impressionou a academiado Oscar, levando para casa (seja esta Estados Unidos ou México) algumas estatuetas inclusive a primeira do querido Leo Di Caprio enquanto melhor ator.

Mais o que será que tem de tão mágico neste grande lançamento? “O regresso” lida com emoções e sentimentos humanos mais básicos e instintos cruéis e primitivos, que fazem o espectador se despir ideologicamente frente a telona, e assim, “nu”, assistir apaixonado a quase 3 horas de filme.

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Paisagens de tirar o fôlego, uma fotografia impecável, e uma maquiagem assustadora são componentes de uma obra tão prima que emociona quase sem falar, que assusta sem medo e que dilacera o público ao contar a história de Hugh Glass. Americano, branco, caçador e um ser que beira o misticismo, Glass ganha à vida desbravando o Oeste Americano no início do século XIX, época em que a região era um mar sem fim de guerras e conflitos entre:nativos locais, franceses e os “desbravadores” americanos.

Pai de um menino mestiço e conhecedor da causa indígena, Hugh é um cara além da sua época, que mesmo vivendo de modo primitivo sabe identificar as mazelas trazidas por uma guerra pautada no ódio, racismo e discriminação.

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Para seu azar o caçador é atacado por um urso enquanto guiava sua equipe de volta de uma expedição, uma das cenas e continuidades mais incríveis do cinema dos últimos anos, diga-se de passagem.

Ferido e tendo sua equipe dividida ele é deixado em confiança com seu filho mestiço Hawl (Forrest Goodluck), o jovem Bridger (Will Poulter) e o desconcertante Fitzgerald (Tom Hardy).

Tal arranjo não dura muito, quando devido a alguns acontecimentos do filme Fitzgerald deixa o caçador ferido a sua própria sorte no meio da floresta, que parece viva e implacável, e de um inverno que assusta mais do que qualquer criatura viva que ali habita.

A partir daí o personagem de Di Caprio vive o que se pode chamar literalmente de tortura. Em um processo lento e doloroso, Glass vai tentando sobreviver contra todas as adversidades, e contra todas as chances. Ferido, fugindo de índios, franceses e tentando sobreviver a uma fauna e flora inóspita, ele irá buscar reunir todas as suas forças com um único objetivo: vingança.

Com esse pano de fundo paulatinamente Iñarritu vai construindo um ambiente claustrofóbico, onde o espectador – sem respirar – vai acompanhando passo a passo a trajetória do caçador e tentando manter-se vivo junto com o protagonista até o final do filme, para não perder nenhum detalhe.

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Nenhum elogio consegue retratar e descrever a atuação de Di Caprio no filme. Maduro e a vontade, o ator se entrega a uma total selvageria para interpretar Glass, sendo só sua interpretação motivo suficiente para ir ao cinema.

“O regresso”, longe de ser um filme de ação ou pautado por meros sentimentos de vingança, prende o público com um ritmo lento, poucos diálogos, mas bastante subjetividade, se consagrando como um dos melhores trabalhos do cinema ultimamente.

O longa mostra a força desconhecida e o animal que habita em nós que surgem guiados por grandes emoções e que nos fazem ultrapassar qualquer obstáculo.

 

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