Artes · Fotografia

CINCO MULHERES FOTÓGRAFAS PARA CONHECER

CINCO MULHERES FOTÓGRAFAS PARA CONHECER

Ao longo da história as mulheres se tornaram símbolo de força e luta. Essas cinco mulheres fizeram e registraram histórias com suas câmeras, mostrando que o ‘sexo frágil’ nunca existiu.

Ao longo da história as mulheres se tornaram símbolo de força e luta. Dentro da fotografia essas cinco mulheres formam um conjunto de dar inveja em muito homem fotógrafo. Elas fizeram e registraram histórias com suas câmeras, mostraram que fragilidade pode ser considerado um termo banal, enfrentaram guerras, construíram carreiras e ainda criaram seus filhos, sem deixar nada atrapalhar, porque ‘sexo frágil’ nunca existiu.

Dorothea Lange (1895 – 1965)

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A fotógrafa documental e fotojornalista ficou conhecida por seus retratos da Grande Depressão. Suas imagens ajudaram a humanizar as consequências da Crise de 1929 e influenciaram o desenvolvimento da fotografia documental.

Lange aprendeu fotografia na Columbia University, Nova York. Trabalhou como aprendiz em alguns estúdios da cidade. Em 1918, mudou-se para São Francisco onde abriu seu próprio estúdio de retratos.

Com a Crise de 1929 começou a fotografar nas ruas. Suas imagens dos desabrigados chamou a atenção e Lange começou a fotografar para a Farm Security Administration (FSA), uma instituição que tinha como objetivo combater a pobreza rural.

Suas fotografias eram distribuídas para os jornais de todo o país, causando forte impacto e representando a época até hoje. A imagem mais conhecida é “Migrant Mother”, onde retrata a imigrante Florence Owens Thompson com três de seus sete filhos.

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Diane Arbus (1923 – 1971)

O talento artístico começou ainda jovem quando criava desenhos e pinturas. Em 1941 casou-se com Allan Arbus com quem aprendeu fotografia, a partir de então Diane começou a trabalhar com moda e publicidade. Foi no final dos anos 50 que encontrou sua própria linguagem, ficando conhecida por seus retratos inquietantes.

Seu processo de criação é conhecido por suas visitas em parques públicos, depósito de cadáveres e lugares do gênero. Diane era conhecida por percorrer grandes distâncias para conseguir a fotografia que queria.

Lutando contra a depressão se suicidou no dia 26 de julho de 1971, onde morava em Nova York. Sua filha Amy Arbus também seguiu a profissão de fotógrafa.

Para conhecer mais: O filme “Retrato de uma obsessão” estreado por Nicole Kidman como Arbus.

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Gerda Taro (1910 – 1937)

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Uma das primeiras fotógrafas a ser reconhecida como fotojornalista, Gerta Pohorylle era judia e escolheu Paris para se refugiar em 1933, onde conheceu o fotógrafo húngaro Robert Capa, com quem viveu até morrer.

Em agosto de 1936, Taro e Capa viajaram para a Espanha fotografar a Guerra Civil. O objetivo era documentar a causa republicana para a imprensa francesa. As fotografias de Gerda são quase que exclusivamente registros dramáticos da Guerra Civil Espanhola.

Taro morreu em 1937 na batalha de Brunete atropelada por um tanque de guerra. Foi à primeira fotógrafa mulher que morreu em uma guerra. Sua morte foi um pesar até os últimos dias de vida de Robert Capa.

Para conhecer mais: Livro – Esperando Robert Capa

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Margaret Bourk-White (1904 – 1971)

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Começou sua trajetória realizando trabalhos para agências de publicidade e para a revista Fortune, onde se especializou em fotografias industriais. Uma das pioneiras no fotojornalismo foi também a primeira fotógrafa da revista Life, onde publicou suas imagens por três décadas, muitas delas como correspondente de guerra.

Bourke -White fez parte de uma geração de mulheres discriminadas socialmente mas que chegaram onde muitos outros não podiam.

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Lee Miller (1907 – 1977)

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No inicio de sua carreira Miller trabalhou com fotografia documental e publicitária. Em 1929 a fotógrafa estadounidense viajou para Paris onde teve contato com os surrealistas. Em 1939 como correspondente da Segunda Guerra Mundial, começou a publicar suas fotoreportagens na revista Vogue. Miller se sobresaio como retratista deixando inúmeras fotografias de seu amigo Pablo Picaso.

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