Videoclipes musicais ganham versões sem música

Videoclipes musicais ganham versões sem música

Canal do YouTube mostra que, sem a trilha musical, artistas protagonizariam vídeos musicais bem esquisitos (e um bocado constrangedores)

(superinteressante)
POR Jessica Soares 

Provando que a internet existe para responder às perguntas que você nunca pensou em fazer, saiba que há por aí alguém que já se dedicou a descobrir que som teriam os vídeo-clipes de suas músicas favoritas sem as músicas. O maestro dos vídeos sem trilha musical é Mario Wienerroither, responsável pela série Musicless Musicvideos. No canal do YouTube, as canções são eliminadas para dar lugar a novas mixagens de sons assinadas por Wienerroither. Despidos de suas batidas chiclete, restam nos vídeos apenas sons e ruídos da vida cotidiana (e coreografias sem nexo). E os resultados são tão cômicos e/ou levemente perturbadores quanto você está imaginando.

 

 

Até em Marte macacões de latex são barulhentos

A ideia para a criação da série de vídeos surgiu quando o designer e técnico de som assistiu, por acidente, ao vídeo I Want to Break Free no mudo – o artista contou ao The Daily Dot que o cenário doméstico, com os membros da banda montados lavando pratos e passando aspirador de pó, fez com que ele tentasse imaginar como soariam todas aquelas atividades sem a famosa música do Queen (que você pode relembrar abaixo).

 

 

O próximo passo foi isolar a trilha vocal e adicionar novas camadas de efeitos sonoros – como o som do despertador, os passos escada-abaixo, o ranger da porta e Freddy Mercury, gente como a gente, cantando à capela enquanto faz a faxina. Assista abaixo:

 

 

O vídeo sem acompanhamento musical que inaugurou a série foi compartilhado pela primeira vez em 2013. Desde então, Mario já subtraiu a música de mais de 30 vídeo-clipes – cada um deles produzidos ao longo de cerca de 9 horas de trabalho, entre a escolha do vídeo, gravação de sons, edição e mixagem. “Quanto mais os artistas tentam parecer descolados, mais engraçados ou inquietantes eles parecem no vídeo sem música”, afirma Wienerroither. Não acredita? Basta perguntar para David Bowie e Mick Jagger:

 

 

Além de preferir editar vídeos que rendam situações constrangedoras, o técnico de som também tem preferência por clipes gravados em diferentes locações, que permitam que ele brinque com os sons de múltiplos ambientes. É o caso, por exemplo de Chandelier, que, sem a canção de Sia, transporta a jovem dançarina Maddie Ziegler para um ambiente de assoalhos barulhentos e corredores sombrios dignos de uma sequência de filme de terror:

 

 

Ao longo de vários anos trabalhando como designer de som, Mario aproveitou as ruas de Viena, capital austríaca onde ele reside e trabalha, para gravar os passos, palmas e os mais diversos ruídos urbanos. Todos esses sons foram reunidos em uma biblioteca pessoal de efeitos sonoros que alimentam seu trabalho em comerciais e filmes e, é claro, em seu canal despretensioso no YouTube. Já os sons humanos – risos, suspiros, assobios, espirros e grunhidos – são feitos pelo próprio videomaker.

A mais recente criação de Mario é a versão de Thriller, do Rei do Pop Michael Jackson – que, entre o ranger do couro, sons de membros caindo e o nhec-nhec de pipoca que gruda no cantinho entre os dentes, é um clássico instantâneo:

 

 

 

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