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“LIBERTANDO-SE DOS MEDOS VELHOS COM MEDOS NOVOS”

“LIBERTANDO-SE DOS MEDOS VELHOS COM MEDOS NOVOS”

Nossa existência sempre será marcada pelo medo. As formas de enfrentá-lo é que coloca a possibilidade aos indivíduos de vivênciá-lo de forma que o medo tenha mais que uma função de proteção. Escolher o modo como vivencia-lo faz toda diferença.

O lema de hoje do ambientalmente INcorreto é: Está velho? Troca por um novo. Tá sujo, nem lave, apenas troque! A máxima da reciclagem aplicada ao meio ambiente tem como objetivo conservar o planeta, evitar desperdícios e reaproveitar ao máximo os materiais utilizados podendo reciclá-los.

No campo das emoções, a reciclagem pode ser uma saída para alguns sentimentos, pela “reciclagem da emoções” conserva-se a mente íntegra, evita-se desperdícios de energia e e reaproveita a mesma energia como raiva e ódio para a superação de limites, canalizadas para aspectos mais interessantes tais como esporte arte. O medo pode até ser reciclado, transformado de medo do abandono para medo de rejeição, no entanto, a reciclagem não deixa o medo perder a sua essência e materialidade de ser medo.

Para o medo velho ir embora tem que deixar o medo novo entrar. Mas como assim? Troco seis por meia dúzia?

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Alguns pesquisadores do medo tem descoberto que só se consegue a libertação do medo, mediante dois métodos. Com a ajuda do próprio medo é que se escapa deste para outro. O segundo método, seria a curiosidade, os indivíduos quando estão curiosos para coisas diferentes, ficam temporariamente dispersos e menos conscientes do perigo. Tanto o primeiro como o segundo método nos leva a refletir que não sentir medo é impossível, e na melhor das hipóteses, pode ser usado à nosso favor. Pela curiosidade é que se faz novas descobertas, pelas novas descobertas é que também surgem novos medos.

No século XIX a descoberta da existência dos germes, fez com que os medos dos espíritos invisíveis fossem substituídos por medos dos germes invisíveis. Medos novos surgem sempre que a ciência evolui, fazendo com que os medos antigos caiam em desuso, a humanidade já teve bastante medo da sífilis e da tuberculose, hoje um mosquito Aedes Egipt causa muito mais medo. A mente de uma criança produz medo irracionais como os duendes da noite, fantasmas das sombras, os adultos também se especializam na arte de refinarem seus medos em medos mais sofisticados produzidos pela política, economia ou religião.

O meu medo de hoje se torna minha coragem de amanhã. Minha coragem de hoje me coloca em contato com novos medos do amanhã, assim sempre foi e assim sempre será, movimento cíclico. O que difere do meu medo de hoje com o de ontem é o que eu faço a partir do medo. Paraliso, avanço ou recuo. Trocar medo velho por medo novo pode ser uma boa troca, a essência do medo é a mesma, medo reciclado pode ter outra função, tal como uma garrafa pet comum perde função de armazenar líquido ao se transformar num criativo abajur reciclado, o material é o mesmo a função é outra.

Entre todos os medos fico com o reciclado, esse medo um dia já teve uma função, foi reciclado em algo mais belo, ficou com uma cara bem mais simpática mesmo que ainda continue sendo medo.

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