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ENQUANTO HOUVER TEMPO

ENQUANTO HOUVER TEMPO

“Tudo passa”. Estas duas palavras dizem muito sobre a nossa existência. A maneira como somos pequenos diante do poder do tempo e, por isso, a necessidade em aproveitarmos cada segundo de vida para presenciarmos sensações inacreditáveis, deixarmos ser guiados por bons pensamentos e um sorriso intenso no rosto. Como temos encarado o relógio do viver, presente nos gestos e atitudes? Somos quem queríamos ser?

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Por vezes, negligenciamos a própria felicidade, postergamos os passeios que fariam bem à alma e nos trariam uma paz interior por conta daquilo que é racionalmente correto. Corremos, deixamos pra depois do dia “x”, pra semana que vem, pra amanhã, pra quando aposentar…

Chega a data limite e, de tão automatizados a vivenciar aquilo que é pura e simples obrigação, não sabemos como desfrutar de outra maneira, de modo prazeroso. Os dias passam e, como baratas atordoadas, não caminhamos a lugar algum. Ou mesmo, neste entremeio de tempos, outras possibilidades surgem e deixamos o que seria para amanhã para outro ano, tempo suficiente para deixarmos para outra existência aquela experiência. As pessoas que te chamaram pra sair já não querem mais ouvir você dizendo que hoje não pode; a família já se acostumou com uma cadeira vazia nas festas; os amigos já ocuparam o seu lugar no carro… Um tanto triste, mas algumas lições daqui tiramos.

Primeiro: faça de tuas escolhas as atitudes necessárias para ser feliz todos os dias. Conscientes ou não, obrigatórias ou apenas as decisões racionais, elas são o que você tem para agora. De repente, é possível conhecer pessoas interessantes se um sorriso houver no seu rosto naquele trabalho sem graça.

Segundo: há momentos para se permitir ousar. Investir na realização de um programa um tanto inusitado apenas para dizer a si mesmo que tentou. Uma dose de loucura pode fazer o dia ficar mais colorido. Um pouco do inesperado pode enriquecer suas experiências.

Terceiro: certos momentos escorrem por entre os dedos, eles se dissolvem, estilhaçam-se em múltiplos pedaços e, não conseguimos costurá-los como antes. Afinal, ainda não nos é possível reviver um tempo para “tomar a medida mais adequada”. Há um tanto de sabedoria para poder discerni-los. Uns falam em intuição; outros, em sexto sentido. Qual a dose sensata para não nos perdermos num mundo que não corresponde com a realidade?

Quarto: de escolhas sabemos que são constituídos todos os instantes que vivemos. Quanto tempo tenho para tomar uma decisão? É preciso ser perspicaz para sentir o coração e a razão, escolhas que nos mostram o nosso percurso, a nossa trajetória pela vida. As pegadas que deixamos, os rastros que outros podem querer seguir, ficam registradas nas memórias daqueles com quem estivemos. Como seremos vistos? Qual a relação da imagem de ser humano que tentamos ser com o que realmente passamos aos outros?

Essas sutilezas, quase imperceptíveis àquele que PASSA pela vida, são a ESSÊNCIA de cada ser. Elas têm a capacidade de tocar corações, de transformar atitudes, de fazer um rosto tristonho sorrir e mais, de fazer uma alma mais iluminada.

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