MADAME BUTTERFLY – A GUEIXA DE GIACOMO PUCCINI

MADAME BUTTERFLY – A GUEIXA DE GIACOMO PUCCINI

Vivemos a cultura do desapego e tragédia amorosa parece coisa de ópera, e fica mesmo muito bela numa ópera como esta de Giacomo Puccini. O amor é atemporal.

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Em 1904, na ópera do compositor Giacomo Puccini, Cio-Cio san (pronuncia-se Cho-cho, borboleta em japonês), é uma gueixa que se apaixona por Benjamin Franklin Pinkerton, um oficial americano em missão no Japão. Uma bela história de amor em uma das óperas mais executadas do mundo.

No século XVIII várias expedições foram enviadas ao Japão pelos Estados Unidos para forjar laços de amizade com o Império do Sol Nascente, uma possível tentativa do outro império (o americano) de expandir o seu controle, e muitos oficiais contraíam matrimônios temporários com jovens japonesas.

Num desses arranjos entre um oficial da marinha americana, um agente imobiliário e matrimonial japonês e o cônsul dos Estados Unidos, Cho-Cho com apenas 15 anos é dada em casamento ao oficial e passa a viver com ele numa bela casa na cidade portuária de Nagazaki.

Mas Cho-Cho sucumbiu aos encantos do belo oficial do Império Americano, afinal a paixão escapa ao nosso próprio controle, e está perdidamente apaixonada chegando a converter-se à sua religião. Acredita naquele casamento, sonhando com o dia em que os dois irão viver na América.

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Porém, ao término da sua missão o oficial vai embora sozinho prometendo que voltaria, mas passam-se 3 anos e Cho-Cho continua a esperá-lo, passa dia após dia contando quantas vezes o Sol se debruça e se recolhe no horizonte trazendo as sombras e a saudade para suas noites, e quantas vezes renasce o deslumbrante Sol trazendo fé e esperança para ela.

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Todos os dias Cho-Cho, a musa do mundo flutuante de Kiyonaga*, se veste e se arruma não esquecendo de nenhum detalhe que aprendeu sobre a sutil arte da sedução. Canta e toca o shamisen* nas noites de plenilúnio* e recusa o casamento com um príncipe japonês, rico e apaixonado por ela.

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Maiko – gueixa aprendiz

Ao partir, Pinkerton disse que voltaria quando “os pintarroxos fizessem seus ninhos”, mas um dia ao saber através do cônsul que o oficial havia se casado, Cho-Cho pergunta “quando na América os pintarroxos faziam seus ninhos”. KiyonagaTheBath01.jpg
Obra “O Banho” de Kiyonaga

O que Pinkerton não sabia é que havia deixado Cho-Cho grávida e ela tivera um filho mestiço sofrendo preconceito da sociedade japonesa por isso. Quando o oficial fica sabendo do filho através do cônsul americano, volta ao Japão com a esposa para buscar o filho. Ao comprovar que o oficial havia mesmo se casado na América ao ver sua mulher americana, Cho-Cho comete o suicídio ritual japonês”. Agora em todas as primaveras, Cho-Cho visita as flores do salgueiro.

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Obra “Vento com Flores” de Kaburaki Kiyokata

Mundo flutuante – Ukiyo-e, conhecido também por estampa japonesa é um estilo de pintura semelhante a xilogravura, utilizado por artistas japoneses como Kiyonaga e Utamaro. Shamisen – instrumento de 3 cordas Plenilúnio – Lua completamente cheia e brilhante Suicídio ritual japonês – chamado de seppuku e na forma popular de harakiri

Saiba mais sobre as gueixas em www.culturajaponesa.com.br – autora: Cristiane A. Sato

 

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Autor: fcrissilva

"Eu sou o tudo. Eu sou o Nada. Sou os livros que li, os momentos que passei, eu sou os brinquedos que brinquei, e os amigos que conquistei. Sou o amor que dei, e os amores que tive, as viagens que fiz, e os esportes que pratiquei. Sou minha matéria preferida, minha comida predileta, essa sou eu...eu mesma, será que vais entender? Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objetivos alcançados. Eu sou o meu interior, mas tambem meu exterior. Sou um conjuntos de fatores que você não pode entender. Sou a saudade, os abraços que já dei, eu sou o passado, mas também o presente e o futuro, sou os meus atos. Sou o perfeito, Mas também sou o imperfeito. Sou o contraste e a contradição. Sou a complexidade do mundo. SOU O QUE NINGUEM VÊ."

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