UM POUQUINHO DA NOSSA HISTÓRIA CONTADA EM CANÇÕES

UM POUQUINHO DA NOSSA HISTÓRIA CONTADA EM CANÇÕES

Memórias musicais. Músicas que marcaram uma geração. Músicas que provocam lágrimas, despertam risadas. Sinta o deleite de poder escutar uma música que lhe foi muito marcante não somente porque você gostava do som mas principalmente porque contava uma história. A sua.

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A magia da música ao longo dos séculos vem permeando a existência das pessoas. É interessante pensar porque alguém se interessa mais por um determinado tipo de música do que outros. Pode ser em decorrência do meio em que se vive. Ou por mera identificação para com os pares. Pode se ainda apenas um som agradável para determinados ouvidos. “Comfort Song”, aquela que te leva para um adorável passado longínquo, de onde não se quer voltar. No entanto, nem tudo são flores. A música também pode te fazer chorar. As vezes te deixar nervoso. Ou até mesmo com raiva.

Dificilmente se ouve alguma música sem expressar algum tipo de emoção. Muito interessante é como se conecta música com momentos. Não que não gostemos de músicas atuais, mas as músicas mais antigas tem um caráter sentimental. Elas contam uma história. A criança que lembra daquela música que tocava no rádio todo dia próximo da chegada de seu pai. A música não era de fato boa, mas o momento sim. E de tão bom, fez até aquela música se tornar boa. E até hoje, aquela criança que já é adulta, ouve a tal música, lembra daquele esperado momento do dia, em o pai chegava exausto após um duro dia de trabalho, mas mesmo assim, disposto a passar alguns minutos com seu amado filho. Junto com a música ele lembra do cheiro de cigarro impregnado no paletó do papai. E também do cheiro do jantar da mamãe se espalhando pela casa. Ele lembra então das conversas da hora do jantar em família. E das risadas. Então ele sente uma sensação maravilhosa, um prazer de reviver um momento, quase como se estivesse lá.

Tem também aquela moça que até hoje chora quando ouve aquela música romântica da sua juventude. Ela lembra do seu primeiro namorado. Primeiro amor. Primeira decepção. Primeiro fora. E como doeu. E que incrível, parece que aquele cantor está cantando aquela música para ela. Tão certeiro, tão profundo em suas colocações. Era exatamente o que sentia. Ela queria ter escrito aquela música! E mesmo depois de tantos anos, a moça já casada com outro, ainda assim quando ela ouve aquela música não deixa de se emocionar.

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Não se pode deixar de mencionar o casal que tem a sua música. Ah, aquela música os representa, pensam eles. Ela tocou na primeira vez que eles saíram juntos já como um casal. Impressionante, o cantor consegue expressar exatamente o que era o amor que eles sentiam um pelo outro. Nas bodas de dez anos, tocaram esta música lá na festa de comemoração. E todos dançaram e talvez por isto esta música faça parte da história de mais alguns novos casais agora.

A música, como se sabe, é uma forma de expressão que não fala só de amor. Existe o som da revolta. Aquela música cheia de ódio. Quando se ouve a vontade é de agir como um Michael Douglas em Um dia de Fúria. Você lembra como o seu país está degradado e quer cantar esta música bem alto lá na sua rua, pra ver se alguém acorda e resolvem se mobilizar para esta nobre causa. Os anos passam e aquela música velha que fala mal do seu país continua tão atual. Sinal de que seu país continua o mesmo…

Algumas músicas tem forte apelo sexual. Os adolescentes se animam. Os homens gostam de ver o clipe da cantora de shortinho diminuto. As mulheres se envergonham das letras e reparam nas celulites da cantora. E não tem como escapar daquele comentário maldoso daquela senhora da vizinhança que afirma que a fulaninha da esquina seria mais discreta se não tivesse rebolado tanto ao som de axé music na infância.

Além de momentos, boas e más lembranças, a música pode ser associada a pessoas. Faça uma pequena reflexão: grande parte das pessoas que passaram na sua vida podem ser conectadas a alguma música. Nossa, aquela música italiana me lembra a minha vó ou aquela música tão “disco dancing” me lembra aquela minha amiga que adorava as festinhas da escola. O namorado que cantava sempre a mesma música ao pé do seu ouvido. Ou o seu irmão que vivia cantarolando aquela música de sua banda favorita.

Ouvir uma boa música pode ser também um rompimento momentâneo com a realidade. Uma realidade a qual as vezes você não quer ver, as vezes você está muito cansado ou simplesmente não sabe como lidar. A música é salvadora. Transformadora. Libertadora. Neste momento, esta escrita daqui está sendo realizada ao alto som eclético da festa do vizinho. Esta é a vida. E que venham novas memórias musicais! Daquelas que aquecem o coração e fazem bem pra alma, por favor.

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