A VIDA PASSANDO E VOCÊ AÍ: MORRENDO?

A VIDA PASSANDO E VOCÊ AÍ: MORRENDO?

Há uma verdade incontestável no famoso clichê que circula na Internet: a vida é muita curta para ser feliz somente nos finais de semana. Pare! Acorde o Ferris Bueller que adormeceu em você e vem viver um pouco.

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Nunca lidei bem com essa coisa de morrer um pouquinho todos os dias. Nesse exato momento, olho pela janela e faz um dia lindo lá fora. O céu está azul de doer nos olhos. Aí eu penso: socorro, já estamos na metade do ano! Todos os outros dias lindos que começaram no 1º de janeiro já se foram. Morremos meio ano desde que começou 2016. Isso não pode estar certo! Foi impressão minha ou passou rápido demais? Como foi que isso aconteceu? Não sei, só sei que foi assim. Acordamos hoje na metade do ano.

Você pode estar pensando que comecei esse texto de forma pessimista. Mas, calma, a verdade é que quanto mais vivemos, mais morremos. Envelhecer não é nada mais do que ir morrendo aos poucos. Não tem nada de pessimista nisso. É apenas a verdade. Percebermos a nossa mortalidade é a melhor forma de vivermos mais plenamente.

Quem quer que tenha criado o tempo (no meu entendimento, Deus, mas aqui cabe a crença de cada um) deve ter tido lá seus bons motivos para fazer com que ele voasse. Talvez para que nos déssemos conta de que “a vida passa muito rápido. E se você não parar de vez enquanto para curtir a vida, ela passa e você nem vê”. Essa frase é de Ferris Bueller.

Em 1986, Hollywood lançava o filme “curtindo a vida adoidado”. Quem foi criança ou adolescente nessa época certamente se lembra do famoso personagem Ferris Bueller que matava aula para ensinar os amigos a curtirem a vida. Embora politicamente um tanto incorreto, o filme marcou uma geração. Talvez porque a mensagem fosse exatamente essa: a vida passando e você aí, morrendo!

Trinta anos se passaram desde que o filme foi lançado e o que eu posso dizer é que havia (e ainda há) um pouco de Ferris Bueller em cada um de nós. Uma vontade de curtir a vida adoidado. Uma vontade de olhar um dia lindo desses de sol e fazer valer a contagem insana do relógio.

Deve haver algo maior no propósito da vida do que nascer, trabalhar e morrer. É claro que o trabalho é importante. A batalha diária enobrece o homem, oxigena o cérebro, faz com que o mundo caminhe para a evolução. Mas há uma verdade incontestável no famoso clichê que circula na Internet: a vida é muita curta para ser feliz somente nos finais de semana. Essa frase deveria estar estampada nos elevadores dos prédios corporativos onde pessoas se gabam por trabalharem sem folga, sem férias, 24 horas por dia. Nunca entendi como isso pode ser motivo de orgulho para alguém.

Apenas pare! E vá fazer o que gosta, mesmo que seja algo simples. Quem sabe um sorvete nessa tarde quente, beijo na boca, banho de chuva também vale, ligar para aquele amigo, cair na pista de dança em plena segunda-feira, tomar um drink em plena terça, rir à toa daquela piada boba, contar a piada boba para alguém para que a pessoa possa rir também, fingir demência quando o assunto for chato, sair da rotina, virar criança novamente.

Acorde o Ferris Bueller que adormeceu em você e vem viver um pouco!

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