ANTES DE ENLOUQUECER SE APAIXONE, RESPIRE, VIVA

ANTES DE ENLOUQUECER SE APAIXONE, RESPIRE, VIVA

Até onde vale certas autocobranças? Até que ponto somos aprisionados pelo mal do imediatismo, da incapacidade de gozar da calma e paciência, com o tempo e a vida? Pra quê tantas dúvidas? Tanta introspecção? Talvez, antes de enlouquecer, precisamos nos apaixonar. Respirar. Viver.
Já dissera Bob Dylan:
– Quem não está ocupado nascendo, está ocupado morrendo.

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O mundo anda louco. Nós andamos à beira da loucura. Nas margens sinuosas do desequilíbrio psíquico, nos equilibrando diariamente para não surtarmos. Nadando contra a maré que é, ou pelo menos fazemos ser, as pressões da vida.

Parece não haver mais tempo, não haver escolhas. A dinâmica mecanizada dos nossos destinos acabam nos arrastando para a robotização das nossas rotinas. Mas, não somos robôs, somos humanos. Não queremos ser controlados, queremos controle. Autocontrole. Domínio do eu, dos próprios motivos e razões, ou descontrole. Irracionalidade premeditada.

Esse perigo imediato, presente em nossos dias, corre o risco de nos sufocar. Fujamos da limitação, da unilateralidade das opções. Sobre essa fuga depende a nossa sanidade. Somos ávidos, sedentos por liberdade. Quando comprimidos, reprimidos pela insuficiente leveza, que alimenta a nossa independência, minguamos. Reduzimos nossas expectativas aos dias nublados. Sem alternativas.

Será que pensar demais na vida compromete nossa sanidade? Viver pensando seria incompatível com viver plenamente? A vida precisa mesmo ser tão levada a sério? – Sem riscos ou rabiscos fora da linha – Dilemas Shakespeareanos ou simplesmente vitalidade despreocupada?

Cada um sabe de sua fonte. De onde é mais útil matar a sede. A plenitude deve ser individual, egoísta, ou apenas, dona de si. Desapegada as expectativas alheias. Quando sobrevivemos em prol do que pensam os outros, só sobrevivemos. Quando nos entregamos a ansiedade gratuita, abandonamos nossa sorte.

Para exercício, desbloquear obstáculos construídos por nós mesmos é um passo além, nessa viagem lisérgica. Regras devem ser questionadas. Assim como, obrigações. É sobre transgredir insólitas predestinações, que trata “Se enlouquecer, não se apaixone”. Um filme leve, mas com uma interessante mensagem.

Até onde vale certas autocobranças? Até que ponto somos aprisionados pelo mal do imediatismo, da incapacidade de gozar da calma e paciência, com o tempo e a vida? Pra quê tantas dúvidas? Tanta introspecção? Talvez, antes de enlouquecer, precisamos nos apaixonar. Respirar. Viver. Já dissera Bob Dylan: – Quem não está ocupado nascendo, está ocupado morrendo

 

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