APRENDENDO COM AS REVIRAVOLTAS DA VIDA

APRENDENDO COM AS REVIRAVOLTAS DA VIDA

Sabe aquele velho ditado que diz: “Cuidado com aquilo que deseja”? Quer dizer, muitas vezes desejamos algo e, quando conquistamos, a gente percebe que não era bem aquilo que a gente queria. Mas por que será que isso acontece?

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Alguns dizem que “A vida é um eterno aprendizado”, já outros, como o grande Rei da música Roberto Carlos diz “É preciso saber viver” ou “Viver é desenhar sem borracha”, como diria nosso ilustre cartunista Millôr Fernandes. Além dessas frases, algo que realmente torna a vida uma experiência única são as reviravoltas. Não sei se alguém célebre já escreveu algo do tipo, mas para mim deveriam criar a frase: “A vida é repleta de reviravoltas”.

Existem dois tipos de pessoas: as que fazem planos, organizam os mínimos detalhes e estudam cada passo que dão. E por outro lado, existem aquelas que são mais espontâneas e vivem como se não houvesse amanhã, cujo lema é “Deixa a vida me levar, vida leva eu”, do Zeca Pagodinho.

As reviravoltas da vida são imprevisíveis. Nem o mais certinho e organizado é capaz de fugir. Elas chegam sem pedir licença e às vezes vêm para ficar. Algumas são boas, outras nem tanto…

Muitas vezes nós forjamos em nossa cabeça toda uma trajetória, não é? Por exemplo, alguém pode pensar: “quero namorar com um homem mais velho do que eu, aos 25 anos quero casar na igreja, ter um filho e viajar para a Europa depois de me formar na faculdade”. Aí no fim das contas o que realmente acontece é: a pessoa casa na igreja, porém aos 35 e com um homem mais novo, adota uma criança, passa a lua de mel em Cancún, no México, não termina a faculdade e abre um negócio próprio. E o mais doido de tudo isso: a pessoa é feliz e não fez nada daquilo que planejava. Porque a cada fase da nossa vida, nossos sonhos mudam, nossas expectativas mudam e até mesmo nossos ideais mudam. Ou não é nem a gente, mas a própria vida por si só vai nos conduzindo a novas direções.

É como aquele seu amigo que fez faculdade de Direito, conseguiu o tão sonhado diploma, passou sofrido na prova da OAB e aí de repente ele “larga tudo” e resolve apostar em outra profissão e “vira” biólogo. Consegue um emprego no Museu Biológico do Instituto Butantã e percebe que é muito mais feliz no meio dos bichos, do que entre as pessoas. E ninguém entende nada sobre essa mudança repentina. Esse seu amigo se dá conta que a vocação dele sempre foi essa, pois desde pequeno observava os mais estranhos besouros que pousavam no jardim da casa da sua avó e passava horas e horas lendo nos livros escolares sobre os animais, buscando conhecer espécies diferentes… Ou seja, na verdade, ele não “virou um biólogo”, ele sempre foi e não sabia. E por pressão ou cobrança dos pais, da sociedade ou de si mesmo, acabou escolhendo outro caminho que lhe traria mais conforto e segurança. Mas não necessariamente o faria feliz.

Não é de hoje que a vida é pautada pelo mundo do trabalho. Karl Marx e Max Weber são grandes referências nesse aspecto. Dá até para dizer que, muito mais do que “saber viver a vida”, é preciso “sabertrabalhar”. Com o trabalho vem o dinheiro, o status e o consumo. As pessoas pressionam umas às outras a serem sempre os primeiros, os vencedores e iniciam a disputa do status cada vez mais cedo. As crianças de hoje já fazem selfie e aprendem a mexer no celular e descobrir a senha dos pais antes mesmo de saber falar direito. E as que têm melhores condições financeiras precisam falar inglês, francês, alemão, fazer intercâmbio, passar na melhor universidade e conseguir vaga na melhor multinacional. Seus pais trabalham como loucos de dia e noite e mal veem os filhos.

O ritmo acelerado provoca tantas sensações e estímulos que mal sabemos como devemos trabalhar e no quê. A regra é liga o “botão automático” e vai: trabalhe e produza. Me lembrei de Tempos modernos, de Charles Chaplin, um clássico do cinema que já tem 80 anos, mas que ainda me parece bastante atual…

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Somos condicionados a buscar a profissão “ideal”, a “que dá dinheiro”, “a que tenha nome”, justamente para que a gente continue alimentando este espírito do consumo e da vaidade. Mas cuidado com aquilo que deseja. Às vezes, isso que você tanto deseja, não te fará feliz.

Todo mundo quer conforto e estabilidade, isso é fato. E não há nenhum mal nisso. Porém, acima disso, trabalhe e viva a vida com aquilo que te faz sentir pleno, realizado. Não importa qual seja a sua profissão. E no fundo, bem lá no nosso interior, a gente sabe o que quer seguir. Nunca é tarde para recomeçar e as reviravoltas que a vida nos traz podem ser boas aliadas, trazendo consigo, um grande aprendizado. Busque aquilo que realmente faz sentido para você e vá em frente. Pois este sim é o maior status que uma pessoa pode conquistar.

Créditos das imagens: Google

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