SER, VERDADE, CONHECIMENTO E FINITUDE NO DIÁLOGO FÉDON DE PLATÃO

SER, VERDADE, CONHECIMENTO E FINITUDE NO DIÁLOGO FÉDON DE PLATÃO

No diálogo Fédon de Platão é possível apreender seus ensinamentos desenvolvidos sobre as faculdades da racionalidade, da possibilidade do conhecimento e da finitude (mortalidade), pois como o filósofo das ideias manifesta “os que se dedicam à filosofia são homens que se estão preparando para morrer”.

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“Os que se dedicam à filosofia são homens que se estão preparando para morrer”. No diálogo Fédon de Platão, é narrado os momentos finais de Sócrates enquanto espera a taça de cicuta. O estado de espírito de Sócrates, explica-se de forma coerente, pois como filósofo, só na morte seria possível conhecer o saber verdadeiro, pois seria ascético. Já que durante a vida o conhecimento verdadeiro só seria por um instante e requer uma vida teórica.

Assim, a filosofia seria a preparação para morte, que foi dessa forma que Sócrates se preparou rejeitando os excessos do comer, do beber, dos prazeres, sem se deslumbrar com a riqueza e honra e buscando a sabedoria. Como Sócrates afirma no diálogo Fédon: “estão se exercitando para morrer todos aqueles que, no bom sentido da palavra, se dedicam a filosofia”.

Vê-se, então durante o relato o caráter moral de sua exposição pela qual se esforça para superar as limitações do mundo sensível, em direção ao suprassensível. Isto é, quando a alma se purificaria ao se separar do corpo, e assim seria possível o conhecimento verdadeiro. “A alma se assemelha ao que é divino, imortal, dotado da capacidade de pensar, ao que tem uma forma única ao que é indissolúvel e possui sempre do mesmo modo identidade”.

blog-Metodo-socratico-02.jpg A morte de Sócrates, de Jacques-Louis David Sendo assim, para haver aprendizado/recordação é necessário que haja a percepção sensível que acende o contato, anterior ao nascimento, isto é, da alma com as formas, pois só haverá recordação do que o indivíduo antes tenha entrado em contato. Desse modo, sem a percepção sensível o aprendizado não se efetiva, sendo necessária atividade a atividade filosófica. Logo, o corpo seria o instrumento da atividade da percepção sensível, pois através dele busca-se o conhecimento, ou seja, alma/corpo juntos. Então, se o corpo é o instrumento da alma para seja realizada sua atividade, toda atividade passa pelo corpo necessita da racionalidade, uma vez que as sensações podem enganar a atividade do pensar.

Portanto, Sócrates, não tem tanta certeza sobre o que diz respeito ao que viria após a morte, mas afirma a vantagem de aceitar as crenças e permanecer confiante sobre o destino da alma quando se vive conforme os valores da ajustiça, da temperança, da coragem, da liberdade e da verdade. Afinal, o verdadeiro conhecimento transcende o pensar humano.

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