QUE OUTRAS BANDAS APRENDAM A ENVELHECER COMO O RUSH

QUE OUTRAS BANDAS APRENDAM A ENVELHECER COMO O RUSH

Mais de quatro décadas de carreira. Uma discografia extensa e repleta de momentos sublimes. Incursão por diferentes e variados estilos. Rock Progressivo? Talvez, pois esta definição soa um pouco limitada, ao meu ver, quando falamos de Rush. O trio canadense está, com toda certeza, entre um rol de artistas difíceis de classificarmos dentro de um único conceito. Fato: o Rush é uma das maiores, mais importantes e influentes bandas da história.

Clockwork Angels.jpg

Gravado no Blackbird Studio e Revolution Recording, durante a turnê em comemoração pelos 30 anos do clássico “Moving Pictures”, “Clockwork Angels” foi lançado no dia 12 de junho de 2012, mas duas de suas músicas já eram conhecidas pelos fãs: “Caravan” e “BU2B”. A segunda sofreu apenas algumas alterações, como uma introdução com voz e violão e um novo andamento rítmico. A produção do álbum ficou sob responsabilidade da própria banda e de Nick Raskulinecz, o mesmo do disco anterior, “Snakes & Arrows”.

A faixa-título e “Headlong Flight”, ambas com mais de sete minutos de duração, são os grandes destaques do CD. A primeira cheia de excelentes efeitos de guitarra, artifício que Alex Lifeson sempre soube utilizar muito bem. A segunda soa bem mais pesada, rockeira. As linhas de baixo de “Headlong Flight”, assim como da funkeada “Seven Cities of Gold – 1”, são verdadeiras aulas de como empregar de maneira ilustre o som do instrumento sem soar exagerado. Geddy Lee, nunca decepciona.

Rush 2012.jpg

O baterista Neil Peart consegue mostrar toda sua exuberante técnica com um som pesado e menos minucioso, sempre privilegiando a canção. Fato comprovado nas faixas “The Anarchist”, “Carnies” e no Rock mais cru de “Wish Them Well”. Apesar de contar com uma introdução um tanto quanto fraca para os padrões da banda, “The Wreckers” possui uma melodia marcante e um belíssimo refrão. Vale também destacar o encerramento de “Clockwork Angels”, com “The Garden”, outra com melodia magnífica, além de ter o trabalho de uma orquestra, que deixa tudo ainda mais belo.

“Clockwork Algels” estreou em segundo lugar na Billboard 200, com mais de 100 mil discos vendidos na primeira semana, e na primeira posição no Canadá, com mais de 20 mil unidades. O álbum ainda rendeu o excelente DVD/Blu-Ray “Clockwork Angels Tour”, registrado em Phoenix, Dallas e San Antonio, entre os dias 25 e 30 de novembro, de 2012, além de um livro de ficção, escrito por Kevin J. Anderson, tendo como base a temática de suas letras.

Bem, o futuro da banda é incerto. Não sabemos se teremos a oportunidade de ouvir um novo disco de estúdio, deste que é um dos maiores e mais entrosados trios da história do Rock. De qualquer forma, caso “Clockwork Angels” seja verdadeiramente o derradeiro álbum de inéditas do grupo, creio que foi um final digno de uma carreira marcada por inúmeros clássicos e sucessos. Mais uma aula de técnica, bom gosto e Rock and Roll nesses mais de quarenta anos. Que outras bandas aprendam a “envelhecer” como o Rush.

Rush live - 2012.jpg

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