O PREÇO DAS DESISTÊNCIAS DE CADA DIA

O PREÇO DAS DESISTÊNCIAS DE CADA DIA

A autoestima se constrói à base de muita insistência. Digo isso porque é insistindo – e não desistindo – que vamos experimentando o doce sabor da conquista. É ela, ao final, a base da estima que sentimos por quem somos.

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A autoestima se constrói à base de muita insistência. Digo isso porque é insistindo – e não desistindo – que vamos experimentando o doce sabor da conquista. É ela, ao final, a base da estima que sentimos por quem somos. Começa muito cedo essa construção do nosso gostar de si. Desde os desafios infantis que conseguimos superar com o apoio dos pais até os projetos de vida profissional, amorosa, familiar e pessoal que surgem ao longo de nossa caminhada, é na insistência para que se concretizem que angariamos o orgulho que sentimos de nós mesmos.

Não faltam tropeços, puxadas de tapete, decisões erradas, avaliações mal feitas, ausência de apoio e tantas outras possibilidades para que um projeto de vida dê errado. Por vezes, insistimos muito por um caminho cuja porta não se abre. O jeito é desviarmos a rota. Não nos amarguremos. A insistência teve o papel de nos mostrar que por ali não havia passagem.

Insistir em projetos de vida exige disciplina, persistência, uma boa dose de renúncia, foco e paixão. Todos estes ingredientes constroem uma autoestima elevada, a certeza de nossa capacidade de superação e conquista, de independência e valor. A cada passo dado, a consciência do dever cumprido.

Já a desistência ao menor dissabor, a simples escolha do caminho mais fácil tem um papel devastador em nossa vida. Renunciar ao aprimoramento e a um projeto evolutivo exige constantes desculpas a si mesmo. É na consciência que elas ficam gravadas, causando conflitos que só contribuem para o sentimento de derrota. Para dar conta das emoções que brotam de uma vida sem propósito, da frustração de não ser quem se gostaria, adotamos a postura de vítima, tão comum em quem não tem coragem de assumir a responsabilidade por suas escolhas.

Sem controle da própria vida e ao não se responsabilizar pela mudança, a pessoa vai minando a autoestima, acreditando-se incapaz de alçar voos maiores. Está instalado o círculo destrutivo. Ao invés de insistir pelo caminho que deseja trilhar, com disciplina, resiliência e determinação, desiste pensando não ser capaz.

Por isso não se deixe seduzir pelo caminho mais fácil. Desistir sem ao menos se esforçar para conseguir pode parecer uma saída fácil, mas vai custar o preço de uma vida menos satisfatória, por vezes com pouca autonomia e segurança, certamente menos feliz.

A plena consciência do nosso valor está inscrita nas experiências que decidimos realizar. Fiquemos atentos às desistências de cada dia. Elas nos demonstram se optamos por uma vida sem brilho próprio ou se estamos perseguindo o que acreditamos ser o melhor.

Afinal, como diz o ditado: O que não te desafia, não te transforma.

 

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