Cinema

5 FILMES PARA VER DURANTE O RÉVEILLON

5 FILMES PARA VER DURANTE O RÉVEILLON

Boas festas ou…Bons filmes!!!!!

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Se caso você pretende ficar em casa, fugir dos encontros com amigos ou colegas de trabalho, com aquelas mesmas conversas, adentrando a madrugada, regadas a cervejas e músicas que você provavelmente não ouviria se estivesse sozinho – e se você não quer ficar refém da medíocre programação das emissoras de TV, uma boa alternativa é fazer pipoca e procurar uma lista de filmes que vão ajudar a relaxar. Se caso, para você, o fim do ano é apenas mais um dia, dá para relaxar e curtir sozinho no conforto de casa.

Essa lista é absolutamente pessoal, um pouco de experiências pessoais e um pouco de gosto. Não necessariamente todos os filmes devem ser visto no dia 31. O que importa é que você estará na companhia de gente que pode trazer poderosas reflexões, poéticas imagens, boas gargalhadas e sinceras lágrimas que deixarão você com vontade de se arremessar no próximo ano indo até às profundezas de si mesmo.

Desconstruindo Harry (1997) | Woody Allen Website2_0.jpg

Para começar os trabalhos, ninguém menos que o mestre Woody Allen. No que é para mim, um dos melhores filmes da sua vasta filmografia e um dos melhores filmes dos anos 90. Harry Block é o alter-ego de Allen, um pessimista escritor com certos distúrbios psicológicos. Allen ergue um épico de comédia e certo drama. Uma reflexão sobre o fazer do artista, sua significância e/ou relevância. Uma boa maneira de procurar em nossas fantasmas pessoais, certa simbologia crítica que poderá transforma uma engessada atitude em progressiva ideia arrebatadora. A cena onde Allen desce no inferno (dentro de um elevador) e conversa com Billy Crystal é uma das mais impagáveis cenas do cineasta em todos os tempos.

Aconteceu Naquela Noite (1943) | Frank Capra clark_gable_claudette_colbert.jpg

Provavelmente você verá esta obra prima do cinema americano em todas as listas dos melhores filmes do século XX. Mas talvez se decepcione com a estória escrita por Robert Riskin. Hoje o gênero comédia romântica está banalizado. Não, a culpa não é do mestre Frank Capra e nem das atuações inesquecíveis de Clark Gable e Claudette Colbert na pele de Peter Warren e Ellie, respectivamente. É que talvez o gênero tenha se popularizado demais, tornou-se referência para amores rasos e clichês Hollywoodianos. A filha de um milionário, Alexander Andrews (Walter Connolly) que foge do pai e acaba se apaixonando por um jornalista, entre brigas e reviravoltas, a película deve ser vista com pioneirismo, dentro do âmbito que foi lançada para a época, talvez vendo desta maneira, esqueceremos das plagiações cometidos hoje em dia que são em suma, inspiradas justamente neste filme. Um momento irretocável do cinema do gênero e uma ótima oportunidade, se caso, estaria a passar para o próximo ano em companhia.

Filhos da Esperança (2006) | Alfonso Cuarón 253180.png-c_640_360_x-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg

A livre adaptação deThe Children of Men, de P. D. James, dirigida pelo atualmente cultuado mexicano Alfonso Cuarón é uma das grandes obras de arte dos anos 00. Clive Owen – em grande atuação – adentra o universo nebuloso e futurístico com passividade, o mundo quase apocalíptico mas já em ruínas; pessoais e filosóficas e porque não, religiosas é novamente desvendado quando depois de décadas uma mulher volta a engravidar. O momento que temos contato, novamente, com esta verdade, é arrebatador, a desolação múltipla (nossa e dos personagens) dá lugar, a mais delicada e tenra esperança. Daqueles momentos onde o cinema te proporciona um acontecimento.

Procura-se Amy (1997) | Kevin Smith Chasing-Amy-pic.jpg

Aqui, um dos melhores trabalhos do cineasta underground, Kevin Smith. Talvez também a atuação mais sensível e sincera de Ben Affleck na pele de Holden, um criador de HQ de Nova Jersey (Por sinal, cidade natal do diretor) que se apaixona por Alyssa (Joey Lauren Adams) que também trabalha no ramo e é lésbica. Smith discute tabus, machismo, sexualidade e romance nesta comédia leve mas também ácida e sobretudo, apaixonante. Destaque para excelentes diálogos, febris ironias e um direção irretocável de um cineasta ainda a ser redescoberto.

A Arca Russa ( Русский ковчег, 2002) | Aleksandr Sokúrov 2mgjzes.png

Para muitos, o russo Sorurov é o maior expoente do cinema daquele país depois de Andrey Tarkovsky. Seu cinema trava a poesia arrebatadora mas com doses de magnetismo estático, viscerais tomadas em rostos possuídos pelo drama da existência humana. Arca Russa é um dos melhores filmes de todos os tempos. Não porque genialmente foi filmado em um único plano sequência, não porque Aleksandr levou o cinema do mestre Tarkovsky às profundas consequências. O cineasta nos convida a ser testemunhas de uma passeio por um museu de arte, mais precisamente, Museu Hermitage, de São Petesburgo. Nos convida a olhar a história, as telas, dialogar com sua metafísica, sua elasticidade alegórica, um mundo fantasmagórico dando lugar ao contato, ao tocar, ao sentir, ao se mover, somos a câmera, somos almas vagando buscando uma luz desconhecida no destino que ainda se mostrará. Um filme para entrarmos em 2015 nos aproximando do real sendo nós a própria realidade a ser sentida e não como automatas.

Bom, Se é ficar em casa vendo filmes e comendo pipoca ou ir observar os fogos de artifícios nas ruas, com alguém ou sozinho, tudo que deve ser vivido está contido na verdade de nós para nós mesmos.

 

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