ZERANDO A VIDA

ZERANDO A VIDA

Quem nunca pensou nessa possibilidade?

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Em um determinado momento da minha vida eu quis recomeçar. Conversando com pessoas próximas descobri que muitas (ou todas) as pessoas têm essa mesma vontade. Até então, achava que era só comigo esse desejo quase mórbido de querer fazer as coisas serem diferentes. Iniciar do zero. Depois de um tempo, descobri que isso era possível sim.

Diferente das fórmulas prontas que vemos por aí que dizem para a gente largar tudo e partir para o exterior, eu não acredito muito nisso. Assim como temos dezenas de charlatões por aí que se intitulam erroneamente de couches, o mesmo funciona para esses “estilos de vida”. A verdade por trás disso é só um caminho que deu certo para uma pessoa específica. Não existe fórmula pronta e universal. Cada um tem sua própria vida e é impossível outro ser vivo ter passado exatamente pelo mesmo que você. É preciso achar o seu rumo personalizado.

Enquanto estava escrevendo esse texto eu achei uma comparação boa para a vida. Eu acho que a vida é muito parecida com uma faculdade. Enquanto alguns sabem de cara o que querem fazer “para o resto da vida”, outros penam por semestres, anos e, às vezes, por uma vida toda e acabam não conseguindo achar algo que realmente gostem. Às vezes também podemos chegar no fim e dizer “Não era bem isso que eu queria”. É só a vida mostrando suas nuances.

“É preciso se perder para se encontrar” foi o que John Green escreveu em Cidades de Papel. Uma fantástica frase que dá forças justamente para essas pessoas que ainda não se descobriram nesses nossos percalços diários. Assim, eu compartilharei um pouco da minha experiência. Espero sinceramente que possa te ajudar e que ela se encaixe com você.

Zerar a vida não é algo tão difícil assim. Não é preciso viajar para a Austrália, ou qualquer outro país do exterior. Não é preciso mudar de estado. Não é preciso mudar de cidade. Às vezes pode ser que só mudar de bairro já resolva. Esse último talvez só no caso de uma cidade grande. Melhor considerar a partir de cidade mesmo.

Mudar drasticamente de perfil ou expor algumas características relevantes a respeito da sua personalidade são coisas que não costumam ser bem vistas no local onde você sempre viveu. Isso não é só culpa sua e nem da sociedade como um todo. É dos dois juntos. Assim como todas as coisas, quando elas costumam fugir da normalidade, ou melhor, de uma rotina já estabelecida, sempre causará estranheza. É como se os outros já estivessem viciados em você e em como você se comporta. Aí a tarefa de romper essas amarras fica ainda mais trabalhosa.

Mudar de cidade envolve muita dedicação e planejamento, mas vem com um botão bônus de reset. É bem provável que na nova cidade você não conheça ninguém e tampouco te conheçam. É um mundo de infinitas possibilidades que se abrem, basta você também se abrir para ele. Tudo tende a ser neutro. Fazer a experiência ser positiva ou negativa ficará sob sua inteira responsabilidade. Lembre-se que lá você pode ser você mesmo, do início ao fim, com todas as suas peculiaridades, se assim você achar necessário. Lá não vai importar se você é um juiz ou o cara que troca o galão de água. Você continuará sendo o novo cara que ninguém conhece. Aquele ser misterioso que carrega em si um imenso leque de alternativas e incertezas.

Já diz uma música: “Cuidado com o que você deseja, pois um dia você pode conseguir”. Sempre achei ela bem boba, até o momento que aconteceu comigo. Reclamei tanto para mim mesmo que estava me sentindo estagnado que, quando a vida resolveu jogar as rodinhas para eu me locomover, eu não estava preparado. Mas é assim, muitas vezes não vamos estar preparados mesmo. É preciso ser o mais racional possível, esquecendo-se racionalmente de se jogar emocionalmente.

Para zerar a vida não é preciso dos efeitos especiais da Disney. Vai demandar comprometimento ininterrupto. Você está pronto? Sim? Se joga. Não? Se joga igual. #partiu

 

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