GRACE TEM UM POUCO DE TODOS NÓS

GRACE TEM UM POUCO DE TODOS NÓS

Letras que falam de amor, depressão, solidão, esperança. Sentimentos inerentes a todos os seres humanos e poucos artistas conseguem transmitir tão bem quanto Jeff Buckley.

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O primeiro e último disco de Jeff Buckley é uma obra prima, impossível de se estimar o valor das melodias e letras que seguem imortalizadas por uma genialidade e voz inconfundíveis.

Com apenas 6 anos de carreira e um álbum gravado em estúdio (Grace, 1994), Jeff Buckley nunca vendeu discos a ponto de ser um astro mundialmente conhecido, porém conseguiu grandes elogios por parte da crítica e de músicos como Bob Dylan, David Bowie e Jimmy Page que afirmou em uma entrevista que ouviu Grace inúmeras vezes e disse que foi um dos melhores discos dos anos 90. Concordo Jimmy.

Grace serviu de influência para varias bandas, entre elas Radiohead e Muse.

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O disco caminha entre o Jazz, Folk e claro, Rock. Começa com Mojo Pin e já é possível sentir a paixão de Jeff em cada nota, em sua voz ou na guitarra que ainda um pouco tímida mas que aos poucos mostra arranjos e arpejos bem elaborados.

Grace vem logo em seguida com uma melodia mais intensa e arranjos impecáveis. Passando por Last Goodbye onde se despede (“… this is our last goodbye, I hate to feel the love between us die, but it’s over…”) e mostra o lado amargo do amor. As próximas são Lilac Wine e So real, esta última com um lado mais Rock e até meio misterioso.

Logo em seguida um cover, Hallelujah de Leonard Cohen. Gravada apenas na guitarra e voz, é uma das mais belas músicas do disco, e a voz do Jeff deixa a música mais “suave”, o contrário da versão original.

Lover, You Should’ve Come Over vem logo depois, e é uma balada melancólica, parece claro em sua letra a não aceitação de um término de relacionamento, mas que a volta também parece improvável e é quase um hino para os corações despedaçados. É a trilha sonora daquele limbo que a gente permanece após a separação e fica evidente na parte: “…too young to hold on and I’m much too old to break free and run…” (jovem demais pra aguentar e velho demais pra me libertar e fugir)”

Fica evidente nas letras que Jeff cantava o que vivia e o que sentia, e quando se faz algo com a paixão e a sensibilidade que ele possuía, você se torna atemporal e imortal. Letras que falam de amor, depressão, solidão, esperança. Sentimentos inerentes a todos os seres humanos e poucos artistas conseguem transmitir tão bem quanto Jeff Buckley.

Grace é um disco que guardo e invariavelmente acabo ouvindo-o de tempos em tempos. De alguma forma ele me ajuda a superar qualquer sentimento relativo a amor, solidão, raiva.

Jeff morreu vítima de um afogamento no dia 27 de Maio de 1997, aos 30 anos.

 

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Autor: fcrissilva

"Eu sou o tudo. Eu sou o Nada. Sou os livros que li, os momentos que passei, eu sou os brinquedos que brinquei, e os amigos que conquistei. Sou o amor que dei, e os amores que tive, as viagens que fiz, e os esportes que pratiquei. Sou minha matéria preferida, minha comida predileta, essa sou eu...eu mesma, será que vais entender? Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objetivos alcançados. Eu sou o meu interior, mas tambem meu exterior. Sou um conjuntos de fatores que você não pode entender. Sou a saudade, os abraços que já dei, eu sou o passado, mas também o presente e o futuro, sou os meus atos. Sou o perfeito, Mas também sou o imperfeito. Sou o contraste e a contradição. Sou a complexidade do mundo. SOU O QUE NINGUEM VÊ."

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